Literatura

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Bira

Bira, vulgo Ibirá. Do Humaitá sem o sabiá. Nos finais de semana um churrasqueiro e, durante a semana, o que chamamos de professor.  Tenho uma felina chamada Capitu que é existencialista, curte Sade e se identifica com Francis Ford Coppola. Um prazer: dormir. Um ídolo: Seu Madruga.


Sendo educador não sei o que é ser. Na dúvida, o rio segue nas insanidades deste mundo ouvindo Pink Floyd e lendo Drummond. Nunca fico desapontado completamente, pois descobrir a dura realidade pode ser estranhamente tocante em um coração cheio de dúvidas.


Escritor quando escritor. Poeta quando poeta. Quando? Nunca... A derrota está sempre presente, isso sim é felicidade plena. Concordas?


Ninguém se torna algo, nasce algo. Ou é ao contrário? Nessa incerteza sigo e ao mesmo tempo com múltiplos questionamentos chego a um problema primordial: podemos viver sem chocolate? Nesse desafio nos tornamos singulares. Disposição para lidar com as dúvidas, as incertezas e as imprecisões a nossa volta. As únicas certezas: família é tudo, odeio abacate e, principalmente, mocotó. E que Daniel Day-Lewis é o maior ator de todos os tempos.


Nas noites: solidão, cigarros, Pearl Jam e a insônia em pessoa. Por falar em Pessoa (ou heterônimo): “Não sou nada. Nunca serei nada, não posso querer ser nada.” O restante não é verdade... Viva às frituras e às guloseimas.


Professor de literatura? Sim, a UFRGS me deu um diploma!!! E assim vamos construindo há mais de dez anos esse monumento chamado educação. A culminante batalha para matar o falso ser interior da existência. 


"A felicidade só é real quando partilhada" (H. D. Thoreau) - Into the Wild